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XANGÔ
Música: H. Villa-Lobos /Letra: Canto de candomblé

Xangô! Olê gondilê olalá, gon-gon-gon-gon-gondilá.
Xangô! Olê gondilê olelê, gon-gon-gon-gon-gondilê.

XANGÔ
Música: H. Villa-Lobos /Letra: Canto de candomblé

¡Xangô! Olê gondilê olalá, gon-gon-gon-gon-gondilá.
¡Xangô! Olê gondilê olelê, gon-gon-gon-gon-gondilê.

PRELÚDIO Nº 5
Música: H. Villa-Lobos / Letra: JRBustamante

Era uma vez um prelúdio sem letra
que o Villa compôs para o seu violão
e que um dia um poeta pensou
transformar em canção… pois é!

A singeleza da linha melódica vem sugerir
a leveza de alvíssimas nuvens
pairando no azul das manhãs de verão
ou de um ser quase etéreo: um beija-flor.

Palavras fugazes ao doce balanço
das ondas do mar… Ponteio? Ciranda?
Modinha em ritmo de valsinha ligeira…
brejeira? Pois é! Hum! Hum! Hum! Hum!
Modinha? Prelúdio? Palavras são!

Ah, essa nuvem que passa deixando
seu rasto no azul das manhãs de verão,
aí vai minha voz modulando
o prelúdio-canção… assim!

Toda a beleza de um simples ponteio
que guarda na mera cadência de um verso
a palavra que encerra o feitiço ou mágico anseio…
sonhar… cantar… falar… de amor!

PRELUDIO Nº 5
Música: H. Villa-Lobos / Letra: JRBustamante

Era una vez un preludio sin letra
que Villa compuso para su guitarra
y que un día un poeta pensó
transformar en canción… ¡así es!

La sencillez de la línea melódica sugiere
la levedad de clarísimas nubes
flotando en el azul de las mañanas de verano
o de un ser casi etéreo: un colibrí.

Palabras fugaces… al suave vaivén
de las olas del mar… ¿Punteo? ¿Ronda?
Canción con ritmo de vals ligero…
¿coqueto? ¡Así es! ¡Hum! ¡Hum! Hum!
¿Canción? ¿Preludio? ¡Palabras son!

Ah, esa nube que pasa dejando su rastro
en el azul de las mañanas de verano,
ahí va mi voz modulando
el preludio-canción… ¡así!

Toda la belleza de un simple punteo
que guarda en la mera cadencia de un verso
la palabra que encierra el hechizo o mágico anhelo…
soñar… cantar… hablar… ¡de amor!

FUGA-VALSA
Música: Alberto Conde / Letra: JRBustamante

Tantos caminhos por mares e paragens
aos últimos confins de sonhos e miragens…
sonhar é preciso!

Tantos anseios em forma de fuga
e sempre empós de um ideal
na esperança de chegar…

Tantas promessas, ilusões, desencontros…
Ah, é preciso deslindar os caminhos…
navegar aos confins do mar…

olhos abertos… rir e cantar…
eis meu enredo, meu segredo:
essa alegria de compor hinos à vida!

FUGA-VALS
Música: Alberto Conde / Letra: JRBustamante

Tantos caminos por mares y parajes
hasta los últimos confines de sueños y quimeras…
¡soñar es preciso!

Tantos anhelos en forma de fuga
y siempre tras un ideal
en la esperanza de llegar…

Tantas promesas, ilusiones, desencuentros…
Ah, es preciso deslindar los caminos…
navegar a los confines del mar…

ojos abiertos… reír y cantar…
ese es mi enredo, mi secreto:
¡esa alegría de componer himnos a la vida!

BACHIANAS BRASILEIRAS Nº 5 - ÁRIA/CANTILENA
Música: H. Villa-Lobos / Letra: Ruth V. Correa

Tarde uma nuvem rósea lenta e transparente
sobre o espaço, sonhadora e bela!
Surge no infinito a lua docemente.
Enfeitando a tarde, qual meiga donzela
que se apresta e alinda sonhadoramente,
em anseios d'alma para ficar bela
grita ao céu e a terra toda a Natureza!
Cala a passarada aos seus tristes queixumes
e reflete o mar toda a sua riqueza...
Suave a luz da lua desperta agora
a cruel saudade que ri e chora!

BACHIANAS BRASILEIRAS Nº 5 - ÁRIA/CANTILENA
Música: H. Villa-Lobos / Letra: Ruth V. Correa

Tarde una nube rósea lenta y transparente
sobre el espacio, soñadora y bella.
Surge en el infinito la luna dulcemente.
Adornando la tarde, cual tierna doncella
que se acicala y se embellece soñadoramente,
en anhelos de alma para ponerse hermosa,
grita al cielo y a la tierra toda la Naturaleza.
Callan los pájaros en sus tristes quejidos
y refleja el mar toda su riqueza…
Suave la luz de la luna despierta ahora
la cruel saudade que ríe y llora.

BACHIANAS BRASILEIRAS Nº 5: DANÇA/MARTELO
Música: H. Villa-Lobos / Letra: Manuel Bandeira

Irerê, meu passarinho do sertão do Cariri,
Irerê, meu companheiro, cadê viola?
Cadê meu bem? Cadê Maria?
Ai triste sorte a do violeiro cantadô!
Sem a viola em que cantava o seu amô,
Seu assobio é tua flauta de irerê:
Que tua flauta do sertão quando assobia,
A gente sofre sem querê!

Teu canto chega lá do fundo do sertão
Como uma brisa amolecendo o coração.

Irerê, solta teu canto! Canta mais!
Canta mais! Pra alembrá o Cariri!

Canta, cambaxirra!
Canta, juriti! Canta, irerê!
Canta, canta, sofrê!
Patativa! Bem-te-vi!
Maria-acorda-que-é-dia!
Cantem, todos vocês,
Passarinhos do sertão!

Bem-te-vi! Eh sabiá!
Lá! liá! liá! liá! liá! liá!
Eh sabiá da mata cantadô!
Lá! liá! liá! liá! Lá! liá! liá! liá! liá! liá!
Eh sabiá da mata sofredô!

O vosso canto vem do fundo do sertão
Como uma brisa amolecendo o coração.

BACHIANAS BRASILEIRAS Nº 5: DANÇA/MARTELO
Música: H. Villa-Lobos / Letra: Manuel Bandeira

Irerê, mi pajarito del “sertão” de Cariri,
Irerê, mi compañero, ¿dónde está la guitarra?
¿Dónde está mi amor? ¿Dónde está María?
¡Ay triste suerte la del guitarrista cantor!
Sin la guitarra con que cantaba su amor,
Su silbido es tu flauta de “irerê”:
Que tu flauta del “sertão” cuando silba,
uno sufre sin querer!

Tu canto llega del fondo del “sertão”
Como una brisa ablandando el corazón.

Irerê, ¡suelta tu canto! ¡Canta más!
¡Canta más! ¡Para recordar el Cariri!

¡Canta, cambaxirra!
¡Canta, palomita! ¡Canta, irerê!
¡Canta, canta, sofrê!
Patativa! Bem-te-vi!
Maria-acorda-que-é-dia!
¡Canten todos,
Pájaros del “sertão”!

¡Bem-te-vi! ¡Eh, sabiá!
Lá! liá! liá! liá! liá! liá!
¡Eh, sabiá del bosque, cantor!
Lá! liá! liá! liá! Lá! liá! liá! liá! liá! liá!
¡Eh, sabiá del bosque, dolor!

Vuestro canto viene del fondo del “sertão”
Como una brisa ablandando el corazón.

DO OUTRO LADO
Música: Alberto Conde / Letra: JRBustamante

Em algum lugar… do outro lado
haverá a graça de um sorriso…

do outro lado poderá soar meu nome
e nada mais será como antes…

do outro lado há de estar
meu sonhado lugar no mundo,
uma estrela há de brilhar, será
minha glória, a sonhada história
de corações apaixonados.

AL OTRO LADO
Música: Alberto Conde / Letra: JRBustamante

El algún lugar… al otro lado
encontraré la gracia de una sonrisa…

al otro lado podrá sonar mi nombre
y ya nada más será lo mismo…

al otro lado tiene que estar
mi soñado lugar en el mundo,
el brillo de una estrella,
mi gloria, soñada historia
de corazones enamorados.

CHOROS Nº 5 - ALMA BRASILEIRA
Música: H. Villa-Lobos / Letra: JRBustamante

Vago e bem distinto, como um murmúrio ritmado,
é a indicação mais perfeita para expressar cantando
as sentidas variações e nuanças, a essência
da alma brasileira que é ritmo,
balanço, canto sensual.

Vem, canção! Quero cantar em tom maior
minha louvação musical à alma brasileira!

Vamos lá, minha gente, a cantar alegremente
em ritmo de choro marcado ou bem
de marcha moderada (aliá!… aliô!…)
a suave cadência deste meu choro
de alma brasileira.

Hum! Hum! Vago e bem distinto
e um murmúrio ritmado… essa
é a expressão mais perfeita
da alma brasileira.

CHOROS Nº 5 - ALMA BRASILEIRA
Música: H. Villa-Lobos / Letra: JRBustamante

Vago y bien distinto, como un murmullo ritmado,
es la indicación más perfecta para expresar cantando
las sentidas variaciones y matices, la esencia
del alma brasileña, que es ritmo,
balanceo, canto sensual.

¡Ven, canción! Quiero cantar en tono mayor
mi loor musical al alma brasileña.

Venga, vamos todos a cantar alegremente
en ritmo de “choro” marcado o bien
de marcha moderada (aliá… aliô…)
la suave cadencia de este mi “choro”
de alma brasileña.

Hum, hum, vago y bien distinto
y un murmullo ritmado… esa
es la expresión más perfecta
del alma brasileña.

CHOROS Nº 10 - RASGA O CORAÇÃO (*)
Música: H. Villa-Lobos / Letra: JRBustamante

Queres renovar as ilusões do verbo amar,
vagas reflexões de antigas formas de sonhar,
rasga o coração, pousa o teu olhar
sobre a inflexão do meu cantar.

Floreios de canto e choro,
é o ritmo brasileiro, é minha voz a cantar.
Quero esse aroma a recender,
nessa tarde, às inebriantes flores…

Vai, se queres ler nas suas pulsações
antigas ilusões e o que prediz,
no esmaecer, o que não pode acontecer
nas constelações, onde vagamente,
docemente a cintilar, puro e abismal,
num sonho universal
repousa qual utópico ideal.

Olha, que hás de ver lá dentro a voz
a modular versos tristes de sofrer
e cantos de chorar, flocos de luar,
mágicos sinais, águas a buscar
seus mananciais.

(*)em itálico: expressões originais do poema
de Catulo da P. Cearense, aqui parafraseado.

CHOROS Nº 10 - RASGA EL CORAZÓN (*)
Música: H. Villa-Lobos / Letra: JRBustamante

Quieres renovar las ilusiones del verbo amar,
vagas reflexiones de antiguas formas de soñar,
rasga el corazón, posa tu mirada
sobre la inflexión de mi cantar.

Floreos de canto y “choro”,
es el ritmo brasileño, es mi voz a cantar.
Quiero ese aroma oliendo
en esa tarde a flores embriagadoras…

Ve, si quieres leer en sus pulsaciones
antiguas ilusiones y lo que predice,
al desvanecerse, lo que no puede suceder
en las constelaciones, donde vagamente,
suavemente a centellear, puro y abismal,
en un ensueño universal
reposa cual utópico ideal.

Mira, que has de ver ahí dentro la voz
modulando versos tristes de sufrimiento
y cantos para llorar copos de luna
mágicos signos, aguas en búsqueda
de sus manantiales.

(*)en itálico: expresiones originales del poema
de Catulo P. Cearense, aquí parafraseado.

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